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Perfil e agrupamentos de direitos na Gestão de Identidades e Acessos – Parte 2

By 12 de março de 2019fevereiro 9th, 2026Gestão de Identidade, Segurança da Informação

Perfil e agrupamentos de direitos na Gestão de Identidades e Acessos

Vamos relembrar?  Afinal, vimos na parte 1 deste artigo exploramos os principais motivadores para definir perfil e agrupamentos de direitos na gestão de identidades, etapa essencial para um gerenciamento eficiente e seguro.

  • Gerar novos perfis com menor granularidade, ocultando os detalhes técnicos das transações e atributos, sob uma camada contendo uma descrição e um título mais orientado aos processos do negócio;
  • Agrupar os direitos em perfis acoplados as funções ou cargos formalmente registrados na fonte de pessoas, seja RH ou base de terceiros;
  • A revisão tem por objetivo reorganizar os perfis para refletir alterações na estrutura organizacional;
  • Diminuir o número de perfis, por meio de redução de duplicidade de direitos, reclassificação dos gestores e regras de negócios.
 Coleta de informações sobre o sistema

A coleta de informações, portanto, é a primeira atividade prática no projeto, e assim deve ser. Ademais, essa etapa inicial é fundamental para garantir que os perfis sejam definidos com precisão.

Para auxiliar na coleta, confira a lista de questões que quando corretamente respondidas, serão muito úteis na construção ou revisão dos perfis:

  • O sistema é modularizado?
  • O acesso ao módulo é um atributo do perfil de acesso?
  • A autenticação é geral para todos os módulos, ou o usuário precisa se autenticar novamente para ter acesso a outro módulo?
  • Agrupe os direitos por área ou outro elemento em comum
  • Agrupe os direitos atuais com base no critério de departamento ou área
  • Agrupe os direitos atuais com base no critério de função ou atividade
  • Agrupe os direitos atuais com base no critério de participação em processo ou atendimento
  • Conceda os direitos atuais agrupadamente, como perfil de direitos ou outra denominação similar
  • Vincule os direitos atuais diretamente a cargos ou funções definidas na base de RH
  • Componha o perfil de direitos do sistema por transações ou elementos similares
  • Componha o perfil de direitos do sistema por atributos ou elementos similares
  • Componha o perfil de direitos do sistema por operações vinculadas às transações ou elementos similares.
  • Os perfis de direitos possuem um responsável claramente definido?
  • Os perfis de direitos possuem uma descrição, em linguagem não técnica?
  • Possui fluxo de aprovação e revisão?
  • Existe um processo de aprovação de perfis de direitos?
  • Possui workflow via ITSM, solicitação e concepção de acesso e parametrização de perfil?
  • Como é feito o registro da aprovação?
  • Existe um processo de revisão de direito, a partir de alteração de dados cadastrais?
  • Existe um processo de revisão periódica? Como é feito o registro da revisão?
Critérios e Estratégias de formalização

Com base nas informações coletadas é possível dar andamento a estratégias de revisão. Assim sendo, a definição de perfis, independente da abordagem a ser utilizada, deve considerar critérios previamente estabelecidos.

Recomenda-se validar os critérios com o patrocinador do projeto, os gestores e os responsáveis pela segurança e governança.

Listamos a seguir alguns critérios padrões que, após a validação, podem servir como base para a tomada de decisão:

Rastreabilidade

Quanto maior a capacidade o sistema ou processo em prover rastreabilidade, maior será a segurança na concessão de direitos de acesso. 

Dessa forma, ao planejar a criação de perfis e direitos de acesso dever ser considerando a capacidade do sistema de prover rastreabilidade das ações, mesmo as autorizadas.

Saiba a importância de definir perfis e os agrupamentos das concessões de cada acesso na empresa.

Nível de automação do processo

A automatização de processos, utilizando ferramentas de Workflow e Gestão de Identidades, não é uma garantia absoluta contra erros ou fraudes, mas certamente, a experiência evidencia que, quando corretamente implantadas, o risco é consideravelmente mitigado. 

Implante controles adicionais com um sistema automatizado, como Matriz de Riscos, revisão por alteração de cargo e monitoração de não execução de tarefas, entre outros, que são inviáveis manualmente.

Direitos de leitura a informação

Durante a análise deve ser levantado o questionamento com relação ao tipo de informação que pode ser extraída. Assim também, utilize informações de acesso franqueado às pessoas do departamento ou área, necessárias à execução das atividades diárias, são candidatos a compor perfis padrão. 

Utilize informações cuja divulgação ampla possa causar perdas ou despesas não programadas para compor perfis mais restritos.

Direito de criação de informação

Como criação entendemos inserir no sistema informações novas ou adicionais, vinculadas a pessoas ou entidades. Trate as informações que possam causar perdas ou despesas não programadas de acordo com seu ciclo de vida na organização.

Embora tipicamente, informações financeiras e informações pessoais privadas, são mais críticas e merecem tratamento diferenciado.

Direito de alteração de informações

Avalie a alteração das informações, assim como a criação, com base no tipo de informação tratada. Avalie novamente informações financeiras e pessoais com maior cuidado.

Continuidade das atividades da organização

O acesso das pessoas às informações é a base para o atendimento de clientes e prestação de serviços. Desta forma, um dos itens mais importantes é a garantia de que, durante o processo de criação ou revisão de perfis, não ocorram paradas de serviço ou dificuldades de acesso.

Abordagem departamental

Esta abordagem busca definir perfis com base em um vínculo com o departamento ou área de atuação.

Os passos recomendados para seguir com esta abordagem são:

  • Listar os perfis e ordenar por quantidade de programas por perfil;
  • Listar os perfis e ordenar por quantidade de pessoas com o perfil concedido;
  • Listar os programas, ou transações que compõe os perfis;
  • Avalie os perfis de direitos concedidos a inúmeras pessoas e verifique se é possível transformá-los em padrão:
    • Inclua direitos para criar um perfil padrão;
    • Retire direitos para criar um perfil padrão.
  • Validar com os gestores os programas que compõe os perfis concedidos, identificar a criticidade e restrição dos programas:
    • Marque como P os programas que são candidatos a padrão, ou seja, que podem ser concedidos a todas as pessoas da área;
    • Marque os programas como R quando: o programa deve ser de acesso restrito, mesmo na área;
    • Marque o programa como S quando: o programa consta da lista de programas segregados;
    • Marque o programa com um sinal identificador “*” quando: o programa consta da lista do gestor, mas este não reconhece a responsabilidade sobre o programa.
  • Como base nas análises descritas acima, e nos critérios de seleção, preparar perfis sugestão, como base nas análises e atividades anteriores:
    • Um ou mais perfis candidatos a padrão;
    • Um ou mais perfis com programas/transações Restritas
    • Um ou mais perfis com programas Segregados (respeitando a segregação)
  • Validar o gestor da área, e definir as ações de alteração;
  • Validar com o gestor da área os responsáveis por conceder e revisar os perfis;
  • Validar com segurança e compliance se é necessária aprovação adicional, por exemplo, por um gestor de segregações.
Abordagem por processo

Esta abordagem busca definir perfis com base em necessidades de atendimento a um processo já definido.  Um processo típico define as ações para atender as necessidades. Os passos recomendados para seguir com esta abordagem são:

  • Listar os perfis e ordenar por quantidade de programas por perfil e pessoas com o perfil concedido;
  • Avalie os perfis de direitos concedidos a inúmeras pessoas e verifique se é possível transformá-los em padrão.
    • Incluir direitos para criar um perfil padrão;
    • Retirar algum direito para criar um perfil padrão.
  • Validar o gestor do processo, e definir as ações de alteração;
  • Listar os programas, que compõe o Perfil e identificar as éreas a que os direitos estão vinculados.
  • Validar com o gestor da área, se é aceitável delegar o poder de aprovação, nomeando os responsáveis por conceder e revisar os perfis;
  • Validar com segurança e compliance se é necessária aprovação adicional, por exemplo, por um gestor de segregações.
  • Verificar com compliance, qual o nível de formalização é necessário, para registrar a decisão de delegar as aprovações e revisões.
Ferramentas e padrões

Por fim, para as atividades descritas acima, é muito útil o apoio de tecnologia como planilha e ferramenta de base de dados.  As ferramentas permitem importar e exportar as informações, bem como simular situações e construir estruturas que alertem em caso de conflitos. 

Agora que você já entendeu todo o processo do Perfil de agrupamentos de direitos na GIA, enfim, que tal implementar na sua empresa? Converse com um especialista e descubra a solução ideal.

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