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Implementando um modelo RBAC com eficiência

Implementando um modelo RBAC com eficiênciaO controle de acesso é um aspecto fundamental da segurança da informação, pois determina quem pode acessar quais recursos e realizar quais ações em um sistema. Um dos modelos mais populares e amplamente utilizados de controle de acesso é o RBAC, que se baseia na atribuição de papéis aos usuários, e não em permissões individuais.

Neste artigo, explicaremos o que é o modelo RBAC, quais são as suas vantagens e desvantagens, e como implementá-lo com eficiência em sua organização. Continue a leitura!

O que é o modelo RBAC?

O Modelo de Controle de Acesso Baseado em Função (RBAC, do inglês “Role-Based Access Control”) é um método de regulamentação do acesso a sistemas de computador ou a dados de rede baseado nas funções dos usuários individuais dentro de uma organização. O sistema atribui o acesso com base nas funções que os usuários têm no sistema e em suas responsabilidades e qualificações específicas.

RBAC é um dos mais comuns e eficientes métodos de controle de acesso, muito além dos tradicionais controles baseados em listas de controle de acesso (ACLs) ou baseados em capacidades. Aqui estão os componentes e conceitos-chave do modelo RBAC:

Funções (Roles)

Em vez de atribuir permissões para cada usuário individualmente, elas são atribuídas a funções. Por exemplo, em um hospital, pode haver uma função para “médicos”, “enfermeiros” ou “administradores”. Cada função terá permissões para acessar diferentes conjuntos de informações ou sistemas com base nas necessidades da função.

Usuários (Users)

São as contas individuais que representam pessoas físicas, serviços ou processos que podem interagir com o sistema. O sistema atribui uma ou mais funções a um usuário e essa atribuição determina o que ele pode fazer dentro do sistema.

Permissões (Permissions)

Os acessos permitem que você realize determinadas operações, como ler, escrever, executar ou excluir. No RBAC, as funções, estão associadas às permissões e não aos usuários diretamente.

Sessões (Sessions)

Todas as vezes que um usuário se autentica e inicia uma sessão, ele recebe do sistema as permissões de funções necessárias para a sessão atual.

O RBAC permite que empresas e organizações apliquem o princípio do menor privilégio, o que significa que os usuários obtêm acesso apenas às informações e recursos que são estritamente necessários para eles executarem suas funções. 

Melhores práticas de implementação

Quando implementado corretamente, o RBAC pode diminuir o risco de acessos não autorizados a recursos críticos, enquanto facilita a gestão de permissões.

Veremos abaixo as melhores práticas para implementar um modelo RBAC com eficiência, garantindo que as operações de segurança estejam bem definidas e protegidas:

Definição clara de funções e permissões

A espinha dorsal de um modelo RBAC bem-sucedido é a definição precisa das funções e das permissões associadas a cada uma delas. As funções devem ser criadas com base nas responsabilidades de trabalho e nas necessidades de acesso dos usuários.

Isso requer um entendimento profundo dos processos de negócios e da hierarquia organizacional. Ao definir funções, considere os seguintes pontos:

  • Segregação de deveres: garanta que as funções sejam distribuídas de modo a evitar conflitos de interesse e reduzir o risco de fraudes internas
  • Princípio do privilégio mínimo: atribua apenas as permissões estritamente necessárias para que um usuário desempenhe suas funções
  • Escalabilidade: prepare as funções para que possam ser ajustadas conforme a organização cresce ou as necessidades mudam
Processo de revisão e atualização regular

As funções e permissões do RBAC não são estáticas, ou seja, elas devem ser revisadas e atualizadas regularmente para se adaptarem a mudanças na estrutura organizacional ou nos processos de negócios. Implemente um processo para:

  • Revisar periodicamente as funções e permissões para garantir que continuem adequadas
  • Atualizar as permissões quando usuários mudam de função ou deixam a organização
  • Realizar auditorias regulares para detectar e corrigir concessões de permissões inadequadas
Automação da gestão de permissões

A automação é uma ferramenta poderosa na gestão de permissões RBAC. A utilização de soluções de IAM pode ajudar a:

  • Automatizar a atribuição e remoção de permissões conforme os usuários entram, movimentam-se e saem da organização
  • Fornecer um meio eficiente de monitorar e registrar o uso de permissões
  • Minimizar erros humanos no processo de atribuição de permissões
Treinamento e conscientização

Para que o RBAC funcione eficientemente, é vital que todos os envolvidos compreendam seu papel dentro do sistema. Isso inclui:

  • Treinar a equipe de TI sobre como administrar e monitorar o sistema RBAC
  • Conscientizar os usuários finais sobre a importância do controle de acesso e as políticas de segurança da empresa
  • Oferecer orientações claras sobre como solicitar mudanças de acesso ou reportar problemas

Sem dúvida a implementação eficiente de um modelo RBAC é fundamental para a segurança da informação de uma organização. Ela não apenas fortalece a governança de dados e a proteção contra acessos não autorizados, mas também simplifica o gerenciamento de permissões.

Ao seguir as melhores práticas apresentadas, incluindo a definição clara de funções e permissões, a revisão e atualização regulares, a automação da gestão de permissões e o investimento em treinamento e conscientização, as organizações podem garantir que suas operações de segurança estejam robustas e bem protegidas.

A adoção de um modelo RBAC não é um projeto de uma só vez, mas sim um componente crítico da estratégia contínua de segurança da informação.

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