
Após a pandemia do Coronavírus, o cenário de negócios corporativos mudou drasticamente, nesse meio tempo, milhares de empresas colocaram suas equipes para trabalharem remotamente, tornando-se, assim, o novo normal.
Além disso, hackers aproveitaram a oportunidade para atacar os sistemas empresariais cada vez mais vulneráveis e não preparados para atuação fora do ambiente empresarial.
Consequentemente, as empresas sem soluções de gerenciamento de identidade e acesso — ou com iniciativas mal estruturadas — tornaram-se um alvo comum para invasores cibernéticos.
Nesse contexto, a governança de identidade é um componente crítico na redução de vulnerabilidades relacionadas à identidade e na criação de políticas para gerenciar a conformidade de acesso.
Neste artigo, explicamos como funciona um projeto de governança de identidade e detalhamos os processos básicos para sua implementação. Confira!
O que é Governança de Identidade e como ela funciona?
As organizações que adotam a transformação digital precisam, portanto, de uma estrutura consistente para gerenciar e governar operacionalmente seu ecossistema digital em rápida expansão.
Em sua essência, o objetivo por trás da governança de identidade é garantir o acesso apropriado, quando e onde for necessário aos dados corporativos.
Dessa forma, ela permite que sua empresa adote os benefícios da hiper conectividade, garantindo que apenas as pessoas certas tenham acesso às informações apropriadas nos momentos adequados.
Quando bem-feita, ela melhora a segurança e fornece informações valiosas sobre as atividades e necessidades dos funcionários.
Portanto, ao implementar um projeto de governança de identidade, sua empresa garante acesso apropriado e melhora a segurança das informações corporativas.
As empresas podem implementar a governança de identidade para:
- oferecer aos usuários acesso rápido e eficiente aos recursos necessários para realizar seu trabalho;
- reduzir os custos operacionais automatizando processos de trabalho intensivo, como gerenciamento de senhas, provisionamento de usuários e solicitações de acesso;
- garantir conformidade com regulamentos específicos;
- identificar riscos de segurança da informação e reforçar a segurança;
- monitorar as identidades de não funcionários em sua rede.
Quais são os 7 processos de Governança de Identidade?
Os sete processos básicos descritos são essenciais para o sucesso de qualquer projeto de governança de identidade, permitindo uma estrutura robusta e eficiente:
1. Inventário de sistemas e perfis de acesso
Para controlar efetivamente o acesso aos seus dados mais confidenciais, você precisa saber, em primeiro lugar, onde esses dados estão. Dessa forma, é preciso definir, classificar os dados e realizar um inventário de todos os sistemas utilizados na empresa, bem como seus respectivos perfis de acesso.
2. Inventário das identidades
Sendo assim, após relacionar sistemas e perfis de acesso, a segunda etapa é realizar um inventário das identidades e permissões.
3. Definição de fluxos, papéis e responsabilidades
Você deve planejar o exercício de pré-requisito de mapeamento de seus grupos e atributos de diretórios legados em seu novo diretório e definição de fluxos, responsabilidades, novas funções e direitos de aplicativos.
Envolva suas partes interessadas na resolução de quais dados são importantes. Por exemplo, você planeja incluir o campo de número de celular do funcionário para aproveitar os recursos de senha esquecida por SMS.
Assim, você assegura que todos os aspectos de governança sejam abrangentes e eficazes.
4. Organização das identidades e categorização
Quais programas seus usuários estão utilizando hoje? Quais usuários e grupos precisam se autenticar — funcionários, prestadores de serviço, representantes ou, até mesmo, clientes?
Organizando e categorizando cada identidade para garantir que os usuários sejam quem dizem ser e, consequentemente, definir para cada um o nível adequado de permissão para o acesso, conforme cargo e área.
Ademais, é crucial garantir que a categorização seja feita para refletir a estrutura e necessidades da organização.
5. Definição dos processos
Conheça as áreas específicas mais importantes para o negócio. Responder às seguintes perguntas ajudará nesse processo:
- A autenticação multifator é necessária?
- Os clientes e funcionários precisam ser apoiados no mesmo sistema?
- O provisionamento e o desprovisionamento automatizados são necessários?
- Quais padrões precisam ser suportados?
A partir disso, você poderá definir processos para solicitação, aprovação, revogação e revisão de direitos de acesso.
6. Definição de regras de automação
Processos definidos, o próximo passo é estipular o que será automatizado. A automatização vai permitir que a empresa opere com mais eficiência, diminuindo o esforço, tempo e dinheiro que seriam necessários para gerenciar manualmente os acessos às redes.
7. Administração das identidades e dos acessos
Por fim, é fundamental manter um gerenciamento de todas essas informações de forma contínua, para casos como a inclusão de novos sistemas e/ou novos perfis no inventário.
Gerenciar identidades é crucial, por isso, automatizar algumas facetas da governança de identidade pode ser especialmente útil e economizar tempo dos administradores de TI para atender às necessidades de negócios de maior importância do que atender solicitações de serviço o dia todo.
Agora que você entende como funciona um projeto de governança de identidade, aprofunde-se mais no assunto e baixe nosso e-Book sobre o tema: entenda como fazer uma estimativa de ROI para projetos de gestão de identidade!