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Autenticação multifator: implantação eficaz

By 19 de dezembro de 2023Acessos e SSO

Autenticação multifator: implantação eficazA autenticação multifator (MFA) é uma forma de aumentar a segurança dos dados e dos sistemas, exigindo que os usuários forneçam mais de um fator de autenticação para acessar seus recursos. Por exemplo, além de digitar uma senha, o usuário pode ter que inserir um código enviado por SMS, usar uma impressão digital ou reconhecimento facial, ou responder a uma pergunta de segurança.

Neste artigo veremos as estratégias fundamentais para implementar a autenticação multifator em sua organização de forma eficiente. Boa leitura!

Benefícios e desafios da autenticação multifator

A MFA pode trazer diversos benefícios para as organizações, como reduzir o risco de ataques de phishing, roubo de identidade, violação de dados e fraudes. 

No entanto, a implementação da MFA envolve vários desafios técnicos e operacionais. Abaixo veremos algumas estratégias para facilitar a adoção da MFA em sua organização, considerando os seguintes aspectos:

  • Escolha dos fatores de autenticação
  • Integração com os sistemas existentes
  • Educação e conscientização dos usuários
  • Monitoramento e avaliação da eficácia

Escolha dos fatores de autenticação

Em primeiro lugar, para implementar a MFA é preciso definir quais fatores de autenticação serão utilizados. Deve-se levar em conta o nível de segurança, a usabilidade e o custo de cada um. Sendo assim, os fatores de autenticação podem ser classificados em três categorias:

  • Algo que o usuário sabe: são informações que o usuário memoriza, como senhas, PINs, perguntas e respostas de segurança.
  • Algo que o usuário tem: são dispositivos ou objetos que o usuário possui, como cartões, tokens, chaves, celulares, smartwatches.
  • Algo que o usuário é: são características físicas ou comportamentais do usuário, como impressões digitais, reconhecimento facial, voz, íris, assinatura.

Cada categoria tem suas vantagens e desvantagens e a escolha depende do contexto e do objetivo da MFA. Por exemplo, se o objetivo é proteger dados sensíveis, como informações financeiras ou médicas, pode-se optar por fatores mais seguros, como biometria ou tokens. Se o objetivo é facilitar o acesso dos usuários, pode-se optar por fatores mais convenientes, como SMS ou e-mail.

Integração com os sistemas existentes

Outro passo importante para implementar a MFA é integrar os fatores de autenticação juntamente com os sistemas existentes, como servidores, bancos de dados, redes e aplicativos. Isso pode exigir a adaptação ou a substituição de alguns componentes, como protocolos, interfaces, APIs, etc.

Uma forma de facilitar a integração é utilizar soluções de MFA que sejam padronizadas, interoperáveis e escaláveis, como as que seguem o padrão FIDO (Fast Identity Online). Esse padrão visa simplificar e fortalecer a autenticação online, por meio de especificações técnicas que permitem o uso de diversos fatores de autenticação, como senhas, biometria e tokens.

Outra forma é utilizar soluções de MFA que sejam baseadas em nuvem, como as que oferecem serviços de Identity as a Service (IDaaS). Esses serviços permitem gerenciar a identidade e o acesso dos usuários, por meio de plataformas que fornecem recursos de MFA, como por exemplo, autenticação adaptativa, verificação em dois passos, notificações push, etc.

Educação e conscientização dos usuários

Um dos maiores desafios para implementar a MFA é a resistência dos usuários, que podem considerar a MFA como um obstáculo, um incômodo ou uma invasão de privacidade. Por isso, é essencial educar e conscientizar os usuários sobre a importância e os benefícios da MFA, bem como orientá-los sobre o uso correto e seguro dos fatores de autenticação.

Algumas estratégias para promover a educação e a conscientização dos usuários são:

  • Comunicar claramente os objetivos e as expectativas da MFA, explicando o que é, como funciona, por que é necessária, quais são as vantagens.
  • Oferecer treinamento e suporte aos usuários, ensinando como configurar, ativar, usar e gerenciar os fatores de autenticação, bem como como resolver problemas e dúvidas.
  • Incentivar e recompensar os usuários que adotam a MFA, reconhecendo seu esforço, elogiando seu comportamento, oferecendo benefícios.
  • Coletar e analisar o feedback dos usuários, ouvindo suas opiniões, sugestões, reclamações e buscando melhorar a experiência e a satisfação dos usuários com a MFA.

Monitoramento e avaliação da autenticação multifator

Por fim, é importante monitorar e avaliar a eficácia da MFA, verificando se ela está atingindo os resultados esperados, como aumentar a segurança, reduzir os riscos, melhorar a experiência, etc. Para isso, é preciso definir e acompanhar indicadores de desempenho, como:

  • Taxa de adoção: mede o percentual de usuários que utilizam a MFA, em relação ao total de usuários.
  • Taxa de sucesso: mede o percentual de tentativas de autenticação concluídas com sucesso, em relação ao total de tentativas.
  • Taxa de erro: mede o percentual de tentativas de autenticação rejeitadas por erro, em relação ao total de tentativas.
  • Taxa de fraude: mede o percentual de tentativas de autenticação por agentes maliciosos, em relação ao total de tentativas.
  • Taxa de satisfação: mede o grau de satisfação dos usuários com a MFA, em relação à sua facilidade, conveniência, confiança, etc.

Em resumo, a MFA não só protege os dados específicos, mas também reforça a confiança dos seus clientes e usuários. Esta estratégia não é apenas uma camada extra de segurança, mas sim um escudo poderoso que protege o que é mais importante no mundo digital: a privacidade e a integridade das informações.

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