Crise não afeta plano de investimento em segurança
São Paulo, 16/10/2008. A crise econômica não deve afetar os planos de investimentos das
empresas em segurança da informação. As corporações estão aumentando
seus investimentos em na área e cada vez mais empresas estão adotando os
padrões internacionais de segurança, segundo dados da pesquisa divulgada
nesta quinta-feria, 16, pela consultoria Ernest & Young.
De acordo com o estudo, 50% dos executivos disseram estar dispostos a
aumentar o orçamento destinado à segurança da informação, e apenas 5%
planejam diminuir a verba destinada para esta área. "As empresas
reconhecem que o corte no orçamento da área poderia ter um impacto
negativo na percepção de seus stakeholders. Muitas também acreditam que
ataques de vírus e incidentes de segurança da informação podem aumentar
durante as crises econômicas”, apontou Alberto Fávero,sócio de Segurança
da Informação e TI da Ernst & Young.
O estudo indica que não é suficiente apenas encontrar soluções técnicas,
como criptografia de dados. É preciso conscientizar o público interno
sobre a importância da segurança da informação. O fator humano exerce
papel fundamental na segurança da informação. Metade dos entrevistados
aponta que o treinamento interno é um dos desafios mais importantes para
as companhias.
Além disso, a preservação das marcas e da reputação corporativa são as
principais preocupações das empresas quando o assunto é segurança da
informação. Dos executivos entrevistados, 85% destacaram que falhas em
segurança da informação resultam em danos significativos à imagem,
enquanto apenas 75% citaram as perdas nos rendimentos como um fator
determinante.
Já as sanções regulatórias foram citadas por 68% dos executivos como uma
preocupação decorrente de problemas com segurança da informação. "Uma
marca fortalecida e com boa reputação no mercado demora anos para ser
construída, mas pode ser facilmente destruída por um único incidente de
segurança”, afirmou Fávero.
A pesquisa também aponta que nos últimos anos a conformidade
(compliance) com leis e regulamentos trouxe melhorias para a segurança
da informação das empresas. “Hoje a necessidade de proteger a marca e a
reputação está levando as empresas a fazer mais do que se adequar aos
marcos regulatórios, por exemplo, incorporando estes mecanismos às
práticas diárias”, destaca Fávero.
Mais de dois terços (67%) dos executivos entrevistados afirmaram possuir
controles para proteger as informações pessoais. Para Fávero, os
resultados da pesquisa deste ano são encorajadores. “Porém existem
algumas áreas chave, como controle de vírus, privacidade e relação com
terceiros, que necessitam de mais atenção e investimento”, revelou o
executivo.
O estudo global sobre segurança da informação 2008, da Ernst & Young,
foi realizado com 1.400 executivos de 50 países.
(Fonte: TI Inside)
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